Revista Fotoptica Nº 94 - 1980 Biblioteca de Fotografia do IMS - Coleção Thomaz Farkas

Utiliza controle de velocidade estrobos ­ cópico e pitch control, dispõe de braço em “ S ” de 30,4 centímetros de comprimento . O levantamento e a descida do braço são co ­ mandados por sistema de amortecimento hi ­ dráulico (cue and lift) . A cápsula escolhida pelo fabricante é a ADC - QLM 32 MK III, tipo ímã móvel, de bom padrão, com resposta de frequência nominal de 20 a 20000 Hz e variação máxi ­ ma de 1,5 dB, agulha de diamante polido elíptica. O toca-discos CCE 6060 é apresentado em três opções de acabamento : preto- fosco, revestimento de madeira e titânio me ­ tálico. O mecanismo manual do 6060 é uma garantia de precisão de operação. O braço permanece sobre o disco no final da parte gravada, não estando sujeito a nenhum tipo de automatismo. O motor continua em fun ­ cionamento. Talvez fosse melhor que ele se desligasse automaticamente , mas esse é um ponto de discussão até entre os puristas. O levantamento e a descida são movimentos extremamente suaves graças ao lift. Polyvox TD 5000 Sob todos os aspectos o TD 5000 conti ­ nua sendo um dos mais avançados toca- discos do Brasil, desde que surgiu há dezoi ­ to meses. Esse equipamento da Polyvox utiliza mo ­ tor de corrente contínua (direct drive) aco ­ plado diretamente, sem escovas, de baixa rotação, com vinte pólos, trinta segmentos e servocontrolado. A precisão do movimento é controlada a cada 1/16 de rotação. Um tipo de circuito eletrônico, especialmente projetado, verifica a velocidade de rotação, comparando o seg ­ mento percorrido a cada rotação e corrigin ­ do o movimento quando há qualquer altera ­ ção. Um sistema de ajuste fino permite o controle de rotação (pitch) nos limites de va ­ riação de 3%. A leitura visual da velocidade pode ser verificada nos bordos laterais do prato, na escala estroboscópica iluminada por diodos de LED (diodo emissor de luz ou light emit- ting diode) . O braço do TD 5000 é do tipo tubular, geometria em “ S ” , de alumínio especial, muito leve, balanceado estaticamente e fixa ­ do pelo método denominado one point cross suspension. O antiskating e o contra ­ peso suspenso por fio de náilon garantem a precisão do movimento do braço contra deslizamentos. O lift permite que se levante e se abaixe o braço com extrema suavidade. Não se pode condenar o desempenho da ADC usada até aqui pela Polyvox. A quali ­ dade é plenamente satisfatória. A sugestão que fica ao ouvinte mais exigente é a de, realmente, revezar a audição com outras cápsulas ambiciosas. Afinal, o TD 5000 é um toca-discos que merece — por suas ca ­ racterísticas avançadas — uma cápsula de alto padrão. Os comandos de velocidade utilizam também diodos emissores de luz. São três comandos de toque: um para acionar a ve ­ locidade de 33 1/3 rpm, outro para 45 e outro para desligar. Sony PS 11 BS Eis aí uma marca famosa que ainda ofe ­ rece produtos de nível muito abaixo de suas possibilidades no Brasil. A Sony no Brasil está na faixa dos equipamentos de padrão médio e de opções reduzidas. Isso não quer dizer que o toca-discos PS 11 BS seja de qualidade inferior. Ele é um direct drive de boas características. O sistema de tração é o direct drive com servocontrole do tipo magnedisc. Isso quer dizer que o toca-discos conta com um cabe ­ çote detector de impulsos magnéticos, loca ­ lizado na parte interna do prato que pode detectar ou “ ler ” a intervalos muito curtos as eventuais variações de rotação, corrigindo qualquer problema de velocidade. A borda interna do prato é magnetizada com uma se ­ qüência contínua de impulsos. O braço desse toca-discos Sony é tubu ­ lar, em forma de “ S ” ,com 216,5 milímetros de comprimento (do pivô à ponta da agu ­ lha). A faixa de ajuste de pressão da agulha varia de zero a três gramas (sendo a pressão recomendada de 1,7 g). A resposta de fre ­ qüência declarada pela Sony para a cápsula utilizada no PS 11 BS é de 10 a 30 000 Hz. A agulha indicada é a ND 15 G (cônica) de diamante. O wow e o flutter situam-se em 0,03% (watts RMS) e a relação sinal-ruído é de 70 dB (DIN-B). De modo geral, o desempenho do toca- discos da Sony é bom. Ele corresponde, afi ­ nal, à nacionalização ainda parcial de um modelo japonês bastante compatível com os demais componentes do único sistema Sony produzido no Brasil (receiver STR 11BS, caixas acústicas SS-911.) Conclusões gerais Como escolher? Essa é a pergunta que não nos cabe responder. Temos que dar al ­ guns critérios finais para orientar a escolha. Em primeiro lugar: compatibilize o toca- discos com os demais componentes que vo ­ cê já tem ou pretende comprar. Não adianta muita coisa comprar um toca-discos muito acima dos demais equipamentos ou módu ­ los. Ou tudo é bom ou não haverá muita vantagem na presença de um toca-discos de alto preço. Além disso, preço não é sinôni ­ mo de qualidade. Em segundo lugar: teste, pergunte, obte ­ nha todas as informações possíveis, ouça, mexa, aprenda a operar e a manter seu toca-discos antes de comprar. Não se im ­ pressione apenas pela cara, pelo desenho bonito. Em terceiro e último lugar: não escolha simplesmente em função da cápsula ou de um detalhe. Some as características e veja qual é o equipamento que lhe oferece maior número de vantagens e avanços. Se todos são direct drive, com controle estroboscópi ­ co, braço em “ S ” , etc., passe para o item se­ guinte: prato, wow e flutter. rumble (peça o catálogo técnico e leia as especificações). Não bastará ter um modelo teórico per ­ feito. Tudo dependerá, no final, do seu teste auditivo. Ouça, no mesmo conjunto (com as mesmas caixas, amplificador ou receiver, etc.), usando os mesmos discos. Por fim, se tiver dúvida, desempate no preço. Prefira o que custa menos. E seja feliz com seu novo Ethevaldo Siqueira 45

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