Revista Fotoptica Nº 94 - 1980 Biblioteca de Fotografia do IMS - Coleção Thomaz Farkas
O mágico enigma do candomblé ritualiza no batuque dos atabaques, na re/montagem dos gestos, no re/dizer dos nomes que prefiguram as transformações dos seres vivos, a gênese do mundo. São ritos, mitos que preservam a primitiva vibração dos corpos. O fotógrafo com seus gestos próximos, distantes do culto, capta, revela, amplia. Sente, interage e vibra. A fotografia, registro (momento) das fisionomias transfiguradas do homem-orixá. O instante da apreensão da luz no rosto, o claro- escuro da imagem evidente e cega. “ Candomblé: fotografias ” — tentativa de captar sensível e vivencialmente o humano e o sobre/natural do culto afro-brasileiro. Fotografias Deodato/Engel/Maurice/Nazareno CANDOMBLÉ
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